sexta-feira, 21 de setembro de 2018

DESENCADEAR PERSEGUIÇÕES



"Eis que envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Por isso, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado com as pessoas! Porque elas entregarão vocês aos tribunais e os açoitarão em suas sinagogas. E vocês serão conduzidos á presença de governadores e de reis por minha causa, para darem testemunho diante deles e dos gentios. Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados em saber como ou o que irão falar, pois nessa hora lhes será indicado o que vocês deverão falar. Poque não serão vocês que falarão, mas o Espirito Santo de seu Pai é que falará em você [...]".

Evangelho: Mt 10,16-23

Comentário

A missão dos apóstolos vai abalar as bases da sociedade injusta, por consequência vai desencadear também as perseguições. Pessoas aferradas ao poder e á vida luxuosa consideram inimigos os que lhes apontam as injustiças e lhes propõem a partilha dos bens e vida digna para todos. Jesus alerta seus discípulos a tomar cuidado com esses "lobos" prontos para o ataque. São perigosos traiçoeiros. Entretanto, quando seus seguidores, sob pressão ou tortura, tiverem que dar razão de sua fé ou explicações sobre o bem realizado, fiquem sossegados. As palavras certas vão brotar por obra do Espírito Santo. As tribulações fazem parte do anúncio do evangelho. O Senhor cuidará dos missionários do Reino em todas as circunstâncias. A eles compete " perseverar até o fim".


Dia a Dia com o Evangelho - Editora : Paulus




sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria



Nós acreditamos e confessamos que Jesus de Nazaré é o Filho de Deus. Desde toda a eternidade. Ele vive na Glória do Pai. Veio ao mundo e tornou-se semelhante a nós, manifestação encarnada do amor do Pai. Um amor que ultrapassa tudo o que os homens podem imaginar e dizer.

Os teólogos e os discípulos de Jesus tê, cada um, a sua própria maneira de falar do ministério da encarnação. São João começa o seu Evangelho por um hino a Cristo, que proclama: "E a Palavra se fez carne (quer dizer 'homem') e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória" (Jo 1,14).

Na epístola aos Filipenses, São Paulo cita um hino batismal que descreve a encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo, como um movimento do "alto" para a "terra" (quer dizer: de Deus para os homens) que volta para o "alto": "Ele, existindo em forma divina..., despojou-se, assumindo a forma de escravo... Humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte - e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que...todo joelho  se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda lingua confesse: 'Jesus Cristo é o Senhor' "(Fl 2, 6-11)

Na sua epístola aos Gàlatas, São Paulo descreve "vida de Jesus " numa só frase: "Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito á Lei..., para... recebermos a dignidade de filhos" (Gl 4, 4-5).

São João dirige-se á sua comunidade de maneira ainda mais direta: "Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos a vida por meio dele... E nós vimos, e damos testemunho: o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo" (I Jo 4, 9-14).

Dois evangelistas, São Mateus e São Lucas, contam como Jesus veio ao mundo. Começam o seu livro pelo "Evangelho da infância" (Mt 1-2; Lc 1-2).

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Creio no Espírito Santo



O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Não o podemos ver, reter nem mostrar. Não podemos dispor dele, porque ele é Deus e age secretamente no mundo e nos corações. A Nicodemos, um Doutor de Israel, Jesus diz: "O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito" (Jo 3,8).

Mas podemos experimentar a sua existência e a sua ação: quando um homem ou uma mulher fala de Deus de tal maneira que os outros abraçam a fé. Quando alguém sofre ou dá a sua vida pelo Evangelho. Quando alguém respira paz e alegria, quando promove a justiça ou se dedica ao serviço dos outros. Quando duas pessoas enterram a acha de guerra e se reconciliam. Quando alguém agiu mal e repara as suas faltas. Quando uma pessoa, amargurada pelo ódio, começa a perdoar e a amar. Quando alguém, que só pensa em si, abre os olhos para o sofrimento dos outros. Quando ma pessoa se compromete a serviço dos outros, pedindo que se respeite a flora e a fauna, a água e o ar - a vida posta em perigo pelo homem...

São Paulo diz-nos:

"O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado".
Carta aos Romanos 5,5

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Igreja como comunhão



Criado o ser humano á própria imagem e semelhança, Deus o criou para a comunhão. O Deus criador que se revelou como Amor, Trindade, comunhão, chamou o homem a entrar em intimidade relação com ele e á comunhão interpessoal, isto é, á fraternidade universal.

Essa é a mais alta vocação do homem: entrar em comunhão com Deus e com os outros homens seus irmãos.

Esses desígnios de Deus foi comprometido pelo pecado que quebrou todo tipo de relação: entre o gênero humano e Deus, entre o homem e a mulher, entre irmão e irmã, entre os povos, entre a humanidade e a criação.

Em seu grande amor, o Pai mandou seu filho para que, novo Adão, reconstruísse e levasse toda criação á plena unidade. Ele, vindo entre nós, Constituiu o início do novo povo de Deus, chamando, ao redor de si, apóstolos e discípulos, homens e mulheres, parábola viva da família humana reunida em unidade. A eles anunciou a fraternidade universal no Pai que nos fez seus familiares, filhos seus e irmãos entre nós. Assim ensinou a igualdade na fraternidade e a reconciliação no perdão. Inverteu as relações de poder e de domínio, dando ele mesmo o exemplo de como servir e escolher o último lugar. Durante a última ceia, confiou-lhes o mandamento novo do amor mútuo: "Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; como eu vos tenho amado,assim amai-vos também vós uns aos outros" (Jo 13,34; cf. 15,12); instituiu a Eucaristia que, fazendo-nos comungar no único pão e no único cálice, alimenta o amor mútuo. Dirigiu-se então ao Pai pedindo, como síntese de seus desejos, a unidade de todos conforme o modelo da unidade trinitária: "Meu Pai, que eles estejam em nós, assim  como tu estás em mim e eu em ti; que eles sejam um!" (Jo 17,21).

Entregando-se, depois, á vontade do Pai, no mistério pascal, realizou a unidade que ensinara os discípulos a viver e que pediu ao Pai. Com sua morte de cruz, destruiu o muro de separação entre os povos, reconciliando todos na unidade (cf. Ef 2,14-16), ensinando-nos assim que a comunhão e a unidade são o fruto da participação em seu mistério de morte.

A vinda do Espírito Santo, primeiro do aos que têm fé, realizou a unidade querida por Cristo. Efundido sobre os discípulos reunidos no cenáculo com Maria, deu visibilidade á Igreja, que, desde o primeiro momento, se caracteriza como fraternidade e comunhão, na unidade de um só coração e de uma só alma (cf. At 4,32).

Essa comunhão é vínculo da caridade que une entre si todos os membros do mesmo Corpo de Cristo, e o Corpo com sua Cabeça. A mesma presença vivificante do Espírito constrói em Cristo a coesão orgânica: ele a coordena e dirige com diversos dons hierárquicos e carismáticos que se complementam entre si; ele a embeleza com seus frutos.

Em sua peregrinação por este mundo, a Igreja, una e santa, caracterizou-se constantemente por uma tensão, muitas vezes sofridas, rumo á unidade efetiva. Ao longo de seu caminho histórico, tomou sempre maior consciência de ser povo e família de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito, Sacramento da íntima união do gênero humano, comunhão, ícone da Trindade. O Concílio Vaticano II ressaltou, como talvez nunca antes, a dimensão mistérica e comunional da Igreja.


Vida fraterna em comunidade
"Congregavit nos in unum Cristi amor"






















terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Batismo



O Batismo é o sacramento comum a todos os cristãos. A igreja administra-o segundo a missão que o Senhor lhe confiou: "Ide...fazei discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". (Mt 28,19). Os ministros ordinários do Batismo são o bispo, o sacerdote ou o diácono. Em caso de necessidade grave, qualquer pessoa - mesma não estando batizada - pode administrá-lo, desde que queira fazer o que faz a Igreja (cf. CIC 1256).

O Batismo vale uma vez por todas. Não se pode revogá-lo nem reiterá-lo porque imprime no cristão um selo espiritual definitivo da sua pertença a Cristo. A este selo indelével, dá-se o nome de "caráter batismal", que nenhum pecado pode apagar, mesmo que o pecado impeça o Batismo de produzir seus frutos de salvação (cf. CIC 1272).

O Batismo institui uma relação pessoal com cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade: o Espírito Santo derrama em nós a graça santificante que nos torna "participantes da natureza divina" (2 Pd 1,4). Isso significa que somos filhos adotivos de Deus em Jesus Cristo, que é Filho Único do Pai. A graça santificante encerra as virtudes teologais de fé, esperança e caridade, em virtude das quais podemos conhecer Deus como ele se conhece, amá-lo como Ele se ama, e esperar viver para sempre em comunhão com Ele, conforme o seu desejo. A graça comporta também os dons do Espírito Santo, que pode levar-nos a viver e a agir sob a sua moção (CIC 1266). O Batismo faz-nos também participantes do sacerdócio de Cristo, da sua missão de sacerdote, profeta e rei, isto é permitir-nos oferecer-nos com Ele ao Pai, testemunhar o Evangelho e consagrar o mundo a Deus: é o sacerdócio comum dos fiéis.

O Batismo apaga o pecado original, opera o perdão dos pecados, torna-nos filhos de Deus, irmãos e irmãs de Jesus Cristo, membros da Igreja. Somos irmãos e irmãs uns dos outros e podemos dizer de verdade: "Pai nosso que estais no céu".

O Batismo é um começo, primícia de Deus que é preciso fazer frutificar ao longo de toda a vida. Se somos fiéis a Cristo na fé, na esperança e na caridade, então, a graça recebida no Batismo atua em nós e cresce. O Batismo encontra, portanto, a sua plena realização na santidade a que todos somos chamados e que se realiza progressivamente graças ao crescimento da vida de Deus em nós.

"No Batismo, fostes sepultados com Ele, com Ele também fostes ressuscitados, porque cresce na força de Deus, que O ressuscitou de entre os mortos".

Carta aos Colossenses 2,12 






quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Comunidade, Lugar de Abertura



As pessoas se agrupam porque são da mesma carne, do mesmo sangue, da mesma aldeia ou da mesma tribo. Algumas pessoas, o buscarem segurança e conforto, se reúnem porque se parecem e partilham da mesma visão de si mesmas e do mundo. Outras, porque querem crescer no amor universal e na compaixão: são as que criam a verdadeira comunidade.
O que distingue uma comunidade de um grupo de amigos é que, numa comunidade, verbalizam nossa dependência mútua e nossos laços, anunciamos a finalidade e o espírito que nos une, reconhecemos juntos que somos responsáveis uns pelos outros e que nosso laço vem de Deus, que é um dom de Deus. Foi ele quem nos escolheu e nos uniu numa aliança de amor e numa solicitude mútua. Um grupo de amigos também pode se tornar uma comunidade, se o seu sentido de participação crescer, se se abrir aos outros e se crescer o sentimento de responsabilidade de uns em relação aos outros. 
Comunidade Lugar do perdão e da festa
Jean Vanier

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Videira



Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor: Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecer na videira. Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á. Se permanecerdes e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e será feito. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor (Jo 15, 1-9- Edição Ave-Maria, 2003)